"Vivo da floresta, protejo ela de todo o jeito, por isso vivo com a bala na cabeça a qualquer hora, porque vou para cima, eu denuncio. Quando vejo uma árvore em cima do caminhão indo para uma serraria me dá uma dor. É como o cortejo fúnebre levando o ente mais querido que você tem, porque isso é vida para mim que vivo na floresta e para vocês também que vivem nos centros urbanos."
Há alguns dias o Jornal Hoje apresentou uma reportagem sobre a Lapônia, cidade no extremo norte da Finlândia, oficializada como a cidade do Papai Noel.
É para lá que milhões de crianças de todo o mundo enviam suas cartinhas para o Papai Noel.
A responsável por ler as cartinhas em português, para a minha surpresa e alegria, revelou que as crianças brasileiras têm um diferencial: a grande maioria não pede presentes pessoais, mas sim para que todas as pessoas do mundo tomem conta do meio ambiente!
O nosso presente é cinza...mas pelo visto o futuro há de ser verde...
Que essas crianças cresçam e não percam essa essência...que ocupem as faculdades de engenharia, as cadeiras do congresso, os laboratórios...cada pedaço deste planeta!
Para elas: um feliz natal e um futuro repleto de árvores, oceanos limpos e cheios de vida, ar puro e uma rica biodiversidade!
"...I hear babies cry, I watch them grow,
They'll learn much more, than I'll never know.
And I think to myself,
What a wonderful world."
Que me perdoem o pessimismo, na verdade, o realismo, em época natalina. Mas o fato é que não sou nada fã de datas comemorativas e o Natal é de longe a que mais detesto.
Do mesmo jeito que tenho a absoluta certeza de que Iemanjá não fica nada satisfeita com as oferendas em sua homenagem, que incluem de vidros de perfume a barquinhos de isopor, lançados ao mar...acredito que JC deve lamentar e muito o que fizemos com o Natal...
Felizmente não ando sozinha e por isso divido com vocês a mensagem de Boas Festas da ong Ecofaxina...um exemplo prático de cidadania e respeito em benefício não somente do planeta e dos animais...mas também de todos nós: seres-humanos.
Desejo um Natal com menos presentes e mais VIDA!!!
Em homenagem aos deputados e senadores, donos do Brasil e de suas riquezas, miseráveis de alma, sem valores, nem princípios, sem escrúpulos, nem perdão:
O ANALFABETO POLÍTICO
O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio
Dependem das decisões políticas.
O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.
Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
Das empresas nacionais e multinacionais.
Bertold Brecht
"Esse projeto amplia o abismo entre o Parlamento e a sociedade. É advocacia em causa própria. O percentual de 62% para os parlamentares e mais de 130% para presidente e ministros, diante da realidade brasileira, é evidentemente demasia" - deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).
"Gostaria de manifestar minha posição contrária. O mais correto seria um ajuste equivalente à inflação, como defende o PSOL" - Marina Silva
Marina gritou sozinha, durante a votação no Senado, apontou a média (demasiadamente baixa) salarial do país, a necessidade de corte dos gastos públicos, defendida inclusive pelos mesmos ministros que verão sua conta bancária extrapolar o bom-senso. Justificou sua posição enfatizando que nenhum outro trabalhador recebe um aumento que se aproxime dos 60%.
O único partido contrário ao reajuste foi o PSOL...
Em todos os outros partidos a avassaladora maioria tratou de garantir a bolada mensal.
Para dar nomes aos bois e descobrir quem ficou contra e quem foi a favor do reajuste clique aqui.
Enquanto isso: contente-se com o seu salário mínimo. Com os ônibus e metrôs lotados, com a decadência das escolas e universidades públicas, com os hospitais que nos tratam como lixo!
Qualquer manifestação, mobilização, passeata pode contar com meu apoio, além do espaço neste blog para divulgação.
Mais uma vez a chuva não pára. Leva com ela o que estiver na frente. É o ciclo da natureza, um ciclo que além de não entendermos, também não respeitamos e ainda assim, queremos achar culpados! Como nossa arrogância nos impede de assumir nossa culpa, pautada pela forma como construímos o progresso, preferimos acreditar que a natureza se vinga.
Não a natureza não se vinga! Ela não se resume aos sentimentos baixos, que somente nós: os humanos, sabemos sentir! A natureza continua fluindo, morrendo, renascendo numa harmonia invejável, que nunca conseguiremos aplicar, seguindo estes modelos de desenvolvimento atual.
Construir casas em encostas, em morros, as margens do rio e culpar a natureza por uma suposta vingança é uma ignorância descomunal.
Assim como petrificar constantemente as cidades do mundo inteiro e estranhar as enchentes que assolam estas mesmas cidades.
Uma estupidez leva a outra e quem leva a fama é a natureza.
São Pedro: a culpa é sua! Vamos te julgar e talvez te condenar! Mas fique tranquilo a justiça dos humanos, principalmente dos humanos brasileiros costuma além de tardar, falhar também. Contrate um bom advogado, de preferência da cúpula da OAB e terá os seus crimes perdoados...
Porque a dragagem do Porto de Santos não vai párar, ainda mais agora com o petróleo do pré-sal. Mais portos serão construídos, mais resíduos de dragagem depositados em várias outras praias brasileiras...e mais do teórico e suposto crescimento que surge junto com estas megaconstruções: mais ocupações irregulares, mais lixo, mais esgoto...muito mais destruição.
Em tempos de corrida para o desmatamento, bancada ruralista sedenta e alterações no código florestal, a agroecologia surge como a grande (r)evolução para plantar sim, produzir muito e garantir renda sem patrocinar a devastação de nossos biomas.
As monoculturas, além de equivocadas são um retrocesso, que os grandes ruralistas teimam em defender.
Neste sistema, onde uma enorme área é utilizada para o plantio de uma única espécie vegetal as desvantagens são ambientais (exaure solo e reduz ou dizima a biodiversidade), sociais (reduz a mão-de-obra, portanto dispensa trabalhadores, muitas vezes explorados e até escravizados neste sistema) e econômicas (já que a simples desvalorização do produto ou uma praga específica podem destruir o produtor rural).
A luz no fim do túnel
Baseada num sistema que seja socialmente justo, economicamente viável e ecologicamente sustentável, a agroecologia, como o próprio nome sugere, concilia plantio e preservação, seguindo alguns critérios básicos:
Sistemas Agroflorestais (SAF´s): são sistemas de plantio que visam a diversidade biológica, combinando espécies agrícolas, florestais e animais em sucessão temporal e espacial, baseados nos critérios do clima e do solo.
Espécies pioneiras são usadas para cobrir rapidamente uma área e possibilitam o sombreamento necessário para o desenvolvimento das espécies secundárias. Podas e capinas seletivas servem para acumular biomassa sobre o solo e aceleram a sucessão.
A agroecolgia permite a recuperação de áreas degradadas, com o novo plantio. Neste sistema é possível garantir lucro o ano inteiro, respeitando a época de colheita de cada produto. Esse lucro pode ser estendido quando o produtor também revende sementes e mudas ou comercializa produtos com os alimentos que planta, como no caso do juçaí, onde quem planta a palmeira juçara é quem comercializa a polpa deste fruto.
Principais Vantagens
*Controle biológico de pragas e doenças, que garante a qualidade do alimento, livre de fertilizantes ou agrotóxicos
*Melhoria das condições químicas, físicas e biológicas do solo
*Diversidade que garante produtos e serviços a curto, médio e longo prazo
A agroecologia representa principalmente a autonomia para o pequeno agricultor, que não mais precisa se basear nestes modelos adotados por grandes ruralistas, que copiando as monoculturas européias não garantem nem a qualidade dos produtos, muito menos a biodiversidade e a sustentabilidade do planeta.
E para não ficar só na teoria, estes vídeos mostram alguns exemplos de sistemas agroflorestais e casos de sucesso de pequenos produtores que passaram a ganhar muito mais dinheiro baseados nos conceitos da permacultura.
Estes são apenas dois vídeos, em uma reportagem de um grande canal de televisão, mas vários produtores, associações, cooperativas e núcleos estão desenvolvendo trabalhos semelhantes por todo o Brasil.
A agroecologia não é um conceito é uma prática. Os produtores que vivem dela não estão preocupados com a reserva legal ou alterações do código florestal. Eles simplesmente trabalham, produzem, disponibilizam um alimento de qualidade, mantém suas famílias, conservam o ecossistema e garantem que você e sua família tenham o que comer hoje e no futuro.